Perguntas Frequentes

FAQ's

Perguntas Frequentes
O ser humano tem, naturalmente, um conjunto de recursos (internos e externos) que lhe permite lidar de forma relativamente saudável com as situações no dia-a-dia. Contudo, podem existir momentos em que esses recursos se tornam insuficientes, conduzindo a um sofrimento psicológico ou até a sintomas físicos sem uma causa orgânica. A procura de um psicólogo nesses momentos pode ser importante para que tenhas uma ajuda especializada. Existe uma variedade de motivos pelos quais poderás procurar um psicólogo, mas deixo-te alguns exemplos:
  • Dificuldades em lidar com situações de perda (morte, divórcio, desemprego, etc.)
  • Sentimentos de tristeza ou ansiedade súbitos
  • Burnout ou stress extremo
  • Dificuldade em lidar com situações clínicas (ex.: Doença oncológica, doença crónica, aborto, endometriose, etc.)
  • Fobias
  • Ataques de Pânico
  • Dificuldades cognitivas (memória, atenção)
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Dificuldades nos relacionamentos
  • Desinteresse (generalizado) pelas atividades
  • Isolamento
  • Alterações do comportamento alimentar
  • Alterações do sono
  • Dificuldade em lidar com situações traumáticas
O psicólogo é alguém que terminou o seu percurso formativo, isto é: que tem uma formação superior em psicologia, terminou o seu estágio profissional e se encontra inscrito na Ordem dos Psicólogos Portugueses.

O psicoterapeuta é alguém que, além do percurso formativo (que pode ser em Psicologia, Medicina, Enfermagem, ou outra área de saúde), possui uma formação especializada em Psicoterapia.

Assim:

  • Um psicólogo pode ser psicoterapeuta, mas…
  • Nem todos os psicólogos são psicoterapeutas, e…
  • Nem todos os psicoterapeutas são psicólogos.
Existem vários benefícios associados a um processo psicoterapêutico, entre os quais:

  • Melhorar das relações interpessoais
  • Descobrir ou potencializar capacidades (cognitivas, emocionais e/ou sociais)
  • Aumentar o bem-estar emocional percebido
  • Aumentar o auto-conhecimento
  • Aumentar a capacidade de gestão emocional
  • Melhorar da capacidade para lidar com situações difíceis
  • Melhorar dos sintomas identificados no início da terapia
  • Ressignificar experiências difíceis
Uma vez que a Psicoterapia é um processo individualizado e adaptado a cada cliente, este processo é adequado para todas as faixas etárias.

É importante referir, em primeiro lugar, que a psicoterapia é exclusivamente realizada por profissionais com formação especializada num modelo psicoterapêutico e, embora existam diferentes ramos teóricos, a sua prática é sempre baseada em teorias científicas. Dependendo da abordagem teórica do psicoterapeuta, as sessões podem ser estruturadas de diferente forma. No meu caso, a abordagem que utilizo é a psicoterapia psicodinâmica, que é baseada no mesmo referencial teórico da Psicanálise.

Outro aspeto importante, é que a psicoterapia é um processo individualizado e desenvolvido de acordo com as necessidades do cliente. Não existe um plano padronizado. No entanto, podemos pensar que o processo de psicoterapia inclui quatro momentos:
  • O primeiro momento é o pedido de consulta, onde será apenas estabelecido o dia e horário da entrevista.
  • O segundo momento é o da entrevista. Esta primeira consulta é mais estruturada, e tem o objetivo de esclarecer o motivo do pedido e conhecer o cliente (as suas motivações, as suas queixas e a sua história pessoal) de forma a estabelecer um plano terapêutico adequado às necessidades do mesmo.
  • O terceiro momento, que ocorre após a terceira ou quarta consulta, é estabelecido o contrato terapêutico.
  • O quarto momento são as sessões seguintes, ou seja, a psicoterapia propriamente dita. Nestas sessões, serás encorajad@ a falar livremente sobre o que te ocorrer, de forma a poderes pensar sobre o impacto que os comportamentos, as relações e as situações do dia-a-dia têm na tua vida.
Sim. Embora seja preferível um regime de consultas presenciais, estudos recentes mostram que as intervenções à distância (online), permitem resultados igualmente eficazes em muitos casos.

No caso das crianças, terá que ser avaliado caso a caso, uma vez que dependerá de vários fatores, como a idade, a capacidade de comunicação verbal e a própria problemática da criança.

A psicoterapia é um processo individualizado e desenvolvido de acordo com as necessidades do cliente, por isso não existe um plano de sessões padronizado. É possível, no entanto, estabelecer um período de tempo (por exemplo, 6 meses), ao fim do qual é feita uma reavaliação da problemática que trouxe a pessoa à consulta.
O processo terapêutico demora muito tempo porque vamos acumulando defesas que não são facilmente desmanteladas. Além disso, agarramo-nos muito ao que é familiar, por isso a mudança dificilmente será imediata! Precisamos de tempo para mudar comportamentos, crenças e atitudes que fomos desenvolvendo ao longo da vida.

A primeira sessão tem uma duração variável entre 1h a 1h30. As sessões seguintes têm uma duração de 50 minutos.
A psicoterapia pode ser feita com uma periodicidade bissemanal, semanal ou quinzenal, dependendo da situação e necessidades que tenhas.
Antes de decidires iniciar um processo psicoterapêutico:
  • Faz uma primeira pesquisa. Podes, por exemplo, falar com alguém de confiança (um/a amigo/a, um familiar, um/a profissional de saúde…) que te possa recomendar algum terapeuta
  • Faz uma pesquisa mais alargada. Nem sempre o terapeuta que nos é recomendado é o ideal para nós. Cada pessoa tem as suas particularidades e elas vão influenciar (muito) o processo terapêutico.
  • Certifica-te de que o profissional que escolhes tem formação, é credenciado e está apto a exercer (por exemplo, no caso dos psicólogos, confirma se é alguém inscrito na Ordem dos Psicólogos)
  • Faz uma pesquisa sobre a abordagem terapêutica que o psicoterapeuta utiliza. Muitas “terapias” surgem sem qualquer base científica, e podem prejudicar gravemente as pessoas que a elas recorrem (neste caso a Ordem dos Psicólogos Portugueses também disponibiliza pareceres sobre as várias abordagens)
  • Faz uma primeira consulta ou pede uma conversa telefónica com o psicoterapeuta que te parecer reunir as condições que pretendes. Nada como falar com o profissional para perceber se pode ser alguém indicado para nos ajudar!
Cada pessoa tem as suas particularidades e elas vão influenciar (muito) o processo terapêutico. Isto é válido tanto para o psicoterapeuta como para o cliente! Geralmente as primeiras consultas podem ajudar a perceber se aquele profissional é o ideal e se as características que reúne são compatíveis com as nossas. Caso algo te incomode, fala com o teu psicoterapeuta para que este possa ajustar-se às tuas necessidades.
O contrato terapêutico é um acordo verbal feito entre o cliente e o terapeuta, que inclui os objetivos da terapia, as expectativas do cliente, periodicidade das sessões e questões ligadas aos horários, faltas e pagamentos.

A Psicoterapia é um processo baseado na ciência, que poderá ser longo e que requer um investimento por parte do cliente e do terapeuta. O contrato terapêutico visa proteger o processo de forma a que os objetivos da terapia sejam atingidos.

O contrato terapêutico pode revisto ao longo da terapia e de acordo com as questões que vão surgindo na vida do cliente.

O valor das sessões de psicoterapia variam de terapeuta para terapeuta e até de localidade para localidade.

Na RelacionalMente cada sessão tem o custo de 35€.

Imprevistos acontecem e há coisas que não podem ser controladas. Contudo, sempre que não é possível comparecer, o cliente deverá avisar-me no mínimo com 48h de antecedência através do telemóvel. A sessão será reposta durante essa semana num horário a combinar. Caso não exista um aviso prévio, a sessão poderá ser cobrada.

Sim. A confidencialidade é fundamental para o estabelecimento de uma relação terapêutica de confiança com o terapeuta, sendo esta um aspeto fundamental para o sucesso da terapia.

De acordo com os princípios éticos e o código deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses, o cliente tem direito à confidencialidade, não só sobre o conteúdo que é falado nas sessões, mas também sobre o próprio facto de estar em processo psicoterapêutico. O psicoterapeuta tem assim o dever de manter confidencial todo o conteúdo discutido em sessão, a não ser que surjam questões representativas de perigo imediato para o próprio cliente ou para terceiros.

Não deverás ter consultas com nenhum profissional com quem possas ter/vir a ter uma relação pessoal. De acordo com os princípios éticos e o código deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses, não deverão existir relações duais. Isto significa que a relação profissional que existe entre o psicólogo e o cliente deve ser estritamente profissional. Este aspeto torna-se importante a vários níveis:
  • Imagina quão constrangedor seria estar num ambiente social com uma pessoa que sabe tanto sobre ti, os teus medos, os teus desejos…
  • O psicólogo deve estar lá para o cliente, não permitindo que os seus próprios problemas interfiram no processo terapêutico, o que será difícil se existir uma relação pessoal entre o cliente e o terapeuta
  • A relação terapêutica é uma relação estritamente profissional, assimétrica e cujo objetivo é permitir que o cliente seja o mais espontâneo possível. Além disso o cliente deve sentir-se confortável para expor as suas dificuldades sem vergonha ou medo de julgamentos, o que pode ser difícil num contexto em que existam relações pessoais.
Antes de iniciar qualquer processo psicoterapêutico, é importante que te certifiques de que o profissional que escolhes tem a formação necessária e está apto a exercer. Podes consultar junto da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) se o profissional que escolheste possui uma cédula profissional. Podes ainda certificar-se junto da OPP qual o parecer desta quanto à abordagem terapêutica que o teu psicoterapeuta utiliza. Qualquer questão que surja, poderás sempre contactar diretamente a OPP para esclarecimentos adicionais sobre o profissional em causa.

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